terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ser anti-social

É, se você vive em uma sociedade pode até achar que ser anti-social é uma doença ou algum tipo de defeito, mas talvez, pelo fato de você ter crescido em meio a uma comunidade nunca tenha parado para refletir no quanto ela te fez perder. Então por favor, tente ler esse texto com a mente aberta de um filósofo que procura apenas a verdade e nada mais que a verdade. As pessoas te contaminam, com suas gírias, seus gestos e suas atitudes, influenciam, te fazem pensar coisas que você não pensaria se estivesse sozinho, te fazem FAZER coisas que você não faria se estivesse sozinho. Ser anti-social não é não gostar das pessoas e apenas preservar sua individualidade, o fato de eu preferir ficar sozinho e continuar sendo eu mesmo do que ficar cercado de pessoas e não ter opinião própria me faz anti-social? Bem então me desculpe, mas eu sou um baita de um anti-social.


A sociedade te diz o que você deve pensar, falar, comprar, comer, ler, ela te diz com quem você deve se casar; agora me diga, por favor, com toda a sinceridade, como é que alguém que não seja você pode dizer se você é feio(a) ou bonito(a), você não deveria ser a única pessoa com autoridade para se rotular, você não deveria ter o direito de dizer do que você gosta ou deixa de gostar sem ter que se preocupar com oque os outros vão pensar, pos é, eu vou te dizer uma coisa, quem te tira esse direito é a sociedade. E quando eu digo sociedade eu não quero dizer apenas aquele monte de gente que você não conhece mas sabe que existe, eu to falando dos seus amigos, vizinhos, parentes, da sua mãe e dos seus irmãos, eles são a sociedade, e é essa sociedade quem te diz: “Nossa, você vai sair com essa roupa eu não acredito”, “O que? Você ouve esse tipo de música? Que coisa horrível!” e até “Jura que você ta namorando essa pessoa, caramba não tinha nada melhor não é?”. Bem é disso que eu to falando, a sociedade quer te tornar mais um, ela te tira tudo oque você tem e te transforma em mais um rosto na multidão. Então, bem, é eu sou anti-social, e vou continuar sendo até que a sociedade me deixe em paz.

domingo, 18 de julho de 2010

Escolher nomes para filhos

Essa é uma missão sagrada, você tem o poder de decidir o futuro de uma vida inteira, é, é isso mesmo, um nome tem esse poder. No mínimo você vai definir se aquela criança vai ser um motivo de chacota no bairro ou se vai ser só mais um garoto normal ou um jovem prodígio, ta bom talvez esse negócio do prodígio não seja responsabilidade dos nomes mas sim da carga genética dos pais, mas vai saber.


Se você ainda não tiver entendido eu vou dar exemplos práticos do de cada caso, no masculino e feminino. Como você acha que vai ser a infância de um garoto chamado Geneosvaldo e de uma garota chamada Cracremildelza, ta bom eu exagerei mas vamos pros caras apagadinhos, aqueles que não fedem nem cheiram como o Diogo e a Luisa. Os nossos terceiros casos não tem tanto a ver com o primeiro nome mas sim com o sobre nome quando vocêe dá o sobrenome Dexheimer pro seu filho todos ao redor sabem que ele está fadado ao sucesso. E o Albuquerque é realmente as vezes eu fico lendo o meu nome e percebo que tenho que arranjar uma mulher com um sobrenome desses para que meus filhos consigam se destacar desse monte de Silva.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

As pessoas e a vida das outras pessoas

Essa semana eu ouvi uma pessoa dizer que todo mundo deveria ter um gato para poder cuidar da própria vida e de mais sete. Eu pessoalmente não gosto de gatos porque acho que são seres muito interesseiros e com quem não se pode contar, mas voltando ao assunto. As pessoas tem fascínio pela vida dos outros, acho que é por isso que as novelas fazem tato sucesso. Quer dizer, é a chance de acompanhar a vida de uma pessoa momento por momento em cada etapa e ver ela fazer coisas que você acha que o seu vizinho faz como maltratar os empregados, ou algo que seu chefe faz como comer a secretaria. É uma chance de ver detalhes da vida cotidiana de alguém e comparar a de uma pessoa que você acha parecida com o personagem, que conforme a trama se desenvolve pode se tornar seu melhor amigo e alma gêmea, seu pior inimigo e escoria da humanidade (sentimento que pode levar um ator a apanhar na rua), ou só mais uma modinha de bijuteria ou corte de cabelo, na pior das hipóteses as mulheres vão começar a usar o sutiã por cima das roupas e os caras vão raspar as sobrancelhas ou só pintá-las de dourado. Eu não quero nem falar naquele monte de crianças que vão receber seus nomes por causa de uma coisa que nunca vão assistir, você que nasceu no tempo da novela o clone e se chama ou só é chamada de Jade provavelmente entende do que eu to falando.


As vezes eu fico refletindo sobre onde começa uma conversa e quando ela passa a ser uma fofoca, eu acho que depende de quem conta, tente acompanhar o meu exemplo: Duas mães conversando na porta do colégio comentam que uma professora é bem jovem, outra mãe escuta e vai comentar com uma outra mãe que essa professora é bem inexperiente, uma professora ouve e vai dizer pra diretora que as mães estão dizendo que a professora é incompetente e depois de mais algumas bocas a professora já virou uma completa tapada. Viu toda fofoca começa com um inocente comentário perto da pessoa errada, ta bom, nem toda, algumas começam com a pessoa errada, mas invariavelmente toda fofoca começa com duas pessoas falando da vida de alguém. Acho que é por isso que eu falo tão pouco, e essa é a razão pela qual eu não inicio fofocas, infelizmente sou alvo de várias, mas, pelo menos no final das contas minha consciência está limpa.

sábado, 3 de julho de 2010

Cabelo

Você já percebeu o quanto o cabelo influencia na nossa vida? Não? Pos preste muita atenção nisso: quantas vezes você já deixou de fazer uma coisa aparentemente divertida por medo do que poderia acontecer com o seu cabelo, e quantas vezes você já deixou de estar com seus amigos ou familiares por estar cuidando dele, e quanto você já gastou por causa dele? Preste atenção porque este é um ponto crítico, quantas vezes você já julgou o caráter de uma pessoa tendo em vista apenas o seu cabelo e deixando isso superar o que ela poderia ter dentro de cabeça ao invés de sobre ela.
Você pode até dizer que nunca, mas eu não vou acreditar, sério eu não vou mesmo, não fazer isso é impossível, vai dizer que você nunca julgou uma pessoa pelo penteado? No mínimo você fez uma ligação desta pessoa com um grupo social, exemplo: não dá pra ver uma pessoa com uma franja cor de rosa e não achar que a pessoa é emo, assim como não dá pra ver um cara de dreadlock e não achar que ele puxa um. Não tem jeito se o seu sorriso é o seu cartão da frente o seu cabelo é a entrada da sua casa. Se a sua calçada é um chiqueiro, com direito a porcos de verdade, não tem como achar que o interior tem cheiro de margaridas silvestres (nossa que coisa mais gay).

O pior de tudo isso é a generalização, as vezes um cara que é um completo tapado consegue um emprego só por causa de um topete enquanto que um Einstein só porque está meio descabelado precisa se descabelar mais ainda sem conseguir nem um bico pra conseguir comprar um gel. E tudo isso só por causa do tal do Roberto Justos que faz agente achar que tem mais celebro que cabelo naquele topete dele. Existem pessoas que levam o cabelo muito a sério e a manutenção deste é tão ou até mais importante para essas pessoas que comer ou dormir.

Você acha que eu estou exagerando, se existem pessoas que dedicam suas vidas aos seus corpos passando mais tempo na academia que na própria casa porque não podem existir pessoas que passam mais tempo fazendo chapinha que dormindo. É completamente aceitável, quer dizer, não é aceitável passar mais tempo fazendo chapinha que dormindo, se bem que, também não é condenável, a pesar que... hã quer saber cada um que cuide da própria vida e do próprio cabelo, e tente se lembrar que quem vê cabelo antes de ver a pessoa em si, precisa aparar a franja.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser gordo...

Caramba, de verdade essa é uma das piores coisas que podem acontecer a um adolescente, quer dizer isso praticamente não tem um lado bom (e olha que eu consigo ver um lado bom em quase tudo). Você sua atoa, fica todo assado, nenhuma roupa fica boa o suficiente em você, você vive sendo usado como ponto de referência, sem contar que você é quase um repelente de mulheres. Na verdade isso não é verdade você não é um repelente de mulheres você só tem uma placa escrita melhor amigo pregada na sua testa. Oque as vezes é bem pior que ser um repelente de mulheres.

Pelo menos você sabe que não vai pegar e elas não ficam por perto te provocando, já quando você é um gordinho simpático das bochechas grandes elas caem encima de você igual a abelhas no pão de mel só que para pedir conselhos, contar segredinhos e falar que não podem ficar com você porque apreciam muito a sua amizade e não querem perder isso. Hã e também tem aquela história, se um garoto gordinho começa a andar com a garota mais gata da escola pra cima e pra baixo durante uma semana todo mundo diz que eles são só amigos, mas se ele é visto com outra gordinha durante a hora do recreio no mesmo dia já tão dizendo que eles estão namorando e o escambal. Po mó preconceito isso aí de achar que um gordinho não pode pegar a garota mais gata do colégio (apesar de eu também achar), e que gordinhos só podem pegar gordinhos. O Brasil é o país da miscigenação racial e pode ser o dos pesos também.

Saiba que ser namorada de um gordinho tem seus lados bons, por exemplo:

*Se ele pular a cerca a cerca vai quebrar e ele vai cair de cara no chão.

*Você não precisa pensar muito para dar presentes, uma caixa de bombons e uma saída para comer sempre vão deixa-lo feliz.

*Gordinhos tem quase zero vida social, então podem estudar mais, então ficam mais inteligentes, então tem mais chances de ficar ricos.

*Gordinhos quase sempre sabem cozinhar.

*Gordinhos não gostam de andar então provavelmente vão acabar comprando um carro.

Viu no final das contas eu achei o lado bom, se bem que bolas não tem lados então só podem ser todas boas ou todas ruins.

domingo, 27 de junho de 2010

Frustrações de Infância

Todo mundo tem uma frustração de infância, alguns tem mais de uma. Eu tenho algumas, na verdade acho que se eu for comparar minha vida hoje com o que eu imaginava que ela seria quando tinha 8 anos de idade eu vou ficar extremamente desapontado, então não vou fazer isso. Mas vou te mostrar algumas coisas extremamente simples (outras nem tanto) que eu acha que iria conseguir fazer com 18 anos e hoje com quase 20 eu ainda não consegui.

Assoviar, é... ta bom, parece uma coisa besta eu sei, na verdade é uma coisa bem besta mas quando eu era pequeno não conseguia fazer e não consigo até hoje, é bem frustrante.

Plantar bananeira, não literalmente, to falando daquele negócio de ficar de cabeça para baixo, tudo bem que eu era gordinho, mas eu achava que quando crescesse ia conseguir fazer aquilo.

Enterrar no basket, eu achava que ia ficar com uns dois metros de altura, todo mundo dizia: Nossa como ele é grande para a idade dele, deveria jogar basket. Pra que eu fui acreditar.

Morar sozinho, essa eu acho que a maioria das pessoas já teve, é tipo assim – Nossa to doido pra fazer 18 anos para poder arrumar um emprego sair da casa dos meus pais e não precisar dar satisfações da minha vida a ninguém e fazer o que eu quiser na hora em que eu quiser. – Quer saber isso é uma baita enganação, primeiro, a não ser que você seja jogador de futebol, ator mirim, tenha uma banda muito sortuda mesmo ou seja traficante, nenhum emprego que você arrumar com 18 anos vai te dar condições de sustentar uma casa sozinho, segundo, não importa a sua idade ou onde você mora você sempre vai ter que dar satisfações para alguém, seja pros seus pais, pro seu chefe, pra sua namorada ou para o seu cachorro. Aliás, se algum dia você não precisar mais dar satisfações para ninguém você vai começar a achar que ninguém se importa com você vai entrar em depressão e vai começar a fazer um bando de maluquices pra ver se alguém repara que você esta respirando.

E por Último, bem... tem uma garota com quem eu queria namorar quando eu era pequeno, eu nunca fiz nada para que ela soubesse disso apesar de achar que todo mundo percebia, eu nunca fui muito bom com garotas, quer dizer, sempre tive muitas amigas, mas não era bem isso o que eu queria. Eu aprendi muitas coisas com essas amigas, principalmente que não dá pra tentar entender elas, mas a principal coisa que eu aprendi é que para conquistar uma mulher você precisa... hã... fala sério eu não vou te falar não. Você que se vire.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Banalização da Risada

Falando sério, eu não riu de qualquer coisa. Não importa quem contou se foi meu chefe ou a garota com quem eu to doido pra ficar, se eu não achei uma piada engraçada eu simplesmente não vou rir. Puxa será que é tão difícil assim entender. Várias pessoas já me chamaram de antipático, seco, inexpressivo, neutro e quer saber de uma coisa, eu amei cada um desses adjetivos. Na verdade inexpressivo é o meu favorito. E sabe porque? Quem acha tudo gozado é faxineira de motel!


Eu sou uma pessoa extremamente crítica com aquilo que eu vejo ouso e como. E isso porque essas coisas influenciam naquilo que eu crio, no que eu canto, falo, penso e exponho como minha opinião. Imagina se eu tirasse todas as minhas piadas do repertório do “Casseta e Planeta” na moral eu não assisto a esse programa faz anos e realmente não me fez nenhuma falta em nenhum momento. Eu ia falar da “A Praça é Nossa”, mas prefiro não mencionar para não acabar pondo todos no mesmo saco já que existem humoristas de todo o tipo naquele programa, mas uma coisa nele que me revolta eu preciso expor: CARAMBA!!! O Carlos Alberto ta naquele banco dês de antes de eu nascer servindo de escada para vários humoristas ou pelo menos alguns membros da família dele. Será que ele nunca vai aprender a contar uma piada.

Ta bom esquece isso. Voltando a falar de mim, eu procuro ser o mais sincero possível com as pessoas, em praticamente tudo na minha vida, eu acredito que as palavras tem muito mais poder quando as usamos sem precipitação, se você quer um exemplo mais explicito disso que tal a frase “Eu te Amo”, de verdade não há frase mais banalizada que essa nos últimos dias. Essa frase é dita constantemente a pessoas que não se conhece, pessoas que você não vai reconhecer amanhã de manhã, pessoas com quem você não vai querer estar amanhã e pessoas com quem você não sabe se vai ter um amanhã.

De qualquer forma eu acho isso revoltante. Minha última namorada teve que esperar por cinco meses para escutar essa frase sair da minha boca pela primeira vez, e sinceramente quando eu a disse não estava muito certo, mas no final das contas eu acabei provando que era verdade, atravéz de muitos atos, muitos mesmo, mas infelizmente isso não foi o suficiente. Finalizando, se algum dia você me contar uma piada e eu não rir, não se sinta constrangido só se esforce mais... ou desista, você que sabe.